Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Nascer Outra Vez...

 

 Hoje nasci outra vez… Ainda não eram 09h da manhã e já estava em trabalho de parto doloroso e prematuro. Ainda mal abrira os olhos e já trazia o cordão umbilical ao pescoço (mas como diz o meu irmão mais velho: “uma corda ao pescoço aleija, por isso é melhor colocá-la no tornozelo”) e, nasci!

 

Nasci a chorar e apavorada com o mundo cá fora… Faltou-me o ar e para o conseguir recuperar tive de rebuscar das profundezas da minha força algum oxigénio. A minha visão estava turva e ainda não conseguia perceber se o que via era uma luz ao fundo do túnel ou se era mesmo o fundo negro do poço.
Nascer outra vez e passados 32 anos não é pêra doce! Perde-se o “jeito” e esquece-se qual o verdadeiro propósito da vida e o que a própria vida nos reserva: se o futuro é negro ou risonho.
Aos poucos e ao longo do dia fui tentando habituar-me à fria e desconfortável atmosfera que me envolvia, ao mundo desumano e às pessoas egoístas… Depois, fui aquecida pelo abraço materno e pelo bafejo doce e quente da família que me soube tal como um chocolate bem quente em noite de Inverno.
Descobri que depois de nascer a parte mais difícil é viver e acreditar que o mundo merece a nossa presença, acreditar que somos especiais e que se o Universo nos enviou para o “campo de batalha” é porque somos indispensáveis e só nos resta lutar! Nesta selva urbana, onde, quem não caça é caçado, há que saber usar os instintos e nunca, mas nunca deixar que o Ego, “aquele que reflecte apenas o que queremos ver” nos engane com “falinhas mansas”.
 Nascer, pode ser compensador e gratificante se soubermos viver dando apenas a importância necessária a cada momento vivendo-o intensamente ou friamente se assim tiver de ser.
Nascer outra vez teve este efeito em mim… Nascer mais madura e mais segura que nunca. Amar-me a mim própria como nunca amei alguém. Continuar na terra dos sonhos para alimentar a alma com o doce sabor da felicidade e lutar sempre com a força e a alegria como aliadas.
O brilho ofuscado pelas sombras negras volta sempre quando o vento sopra… Depois da tempestade vem a bonança!
Passaram 3 dias e a luz ao fundo do túnel já brilha!
Nascida a 04 de Junho
Escrito por:
Isabel Gil

 


música: os passarinhos na minha rua a cantar.


Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Merecem UM BRINDE!

 

 

Depois de muitos brindes, (5 meses depois) cá estou eu novamente e sempre pronta a brindar! Brindar é bom sinal e pode-se fazer pelas mais variadas razões!
Hoje, ergo o copo, o cálice da vida e brindo à felicidade que um amigo e leal companheiro de estimação nos pode trazer.
A vossa companhia é imprescindível.
Um brinde a vocês:
Pequena e Willi
…………..
Parabéns ao Óscar que completa hoje 14 anos.
Com Amor,
 
Isa

 

 




Sábado, 6 de Dezembro de 2008
UM BRINDE...

Um brinde ao destino.
X
Um brinde ao Universo.
 
E em cada brinde que faço dou um pequeno gole sensual neste vinho que me transporta ao banho de espuma a dois.
Aqui o Mundo é só nosso. Somos Donos e Senhores… Rei e Rainha do prazer e do desejo.
Em cada palavra tua retribuo com um brilho nos olhos que cintilam como estrelas.
 Estrelas cadentes em cada fechar de olhos que te enfeitiça. O cheiro que te inebria e me faz vibrar… o nosso cheiro. Nele inspiro a paixão, o pecado, o amor… tão presente em cada gesto, em cada toque e em cada olhar.
Despertas em mim o sentimento mais profundo e é nele que quero ficar, por instantes, horas, dias… até um novo despertar.
Nesta “dança” descontrolada em que a intuição fala mais alto e o jogo é para quem quer controlar, entrego-me ao  sabor deste vinho, néctar que os Deuses depositaram em ti para que eu bebesse e saciasse a minha sede até à eternidade.
 Os teus olhos gritam paixão e a tua pele chama pela minha como se pudesse ouvir a quilómetros de distância.
Estou aqui… perto de ti, onde estarei mesmo quando os teus olhos não conseguirem alcançar.
Toca-me e sente na minha pele o calor da chama que ateaste, vem arder nos meus braços que te envolvem como nuvens e te acariciam como uma leve brisa em noite de luar.
Na água deste banho escorre a impureza de pensamentos mais perversos, lavando as almas, purificando os corpos para uma entrega que o tempo havia escrito. Uma entrega pura, sem reservas entre dois corpos banhados de prazer e duas almas que revivem o que em outras vidas já haviam experimentado.
Respira-me, enche-te de amor, pois apenas ele é real.
Entre todas as cores do Universo, esta, (a minha) é aquela em que te deténs e refugias-te desse Mundo em que nada parece ter valor, vida ou esperança.
Ouve o som ritmado dos nossos corações que em compasso uníssono nos trás a melodia perfeita.      
Sou o teu espelho  em que reflectes o teu ser, a tua essência, os teus desejos mais íntimos e desse reflexo recebes o que nenhum outro espelho soube partilhar. Vê-me, sente-me, vem viver aquela noite que será a primeira das nossas vidas e a única que terá de facto o significado de todos os desígnios da alma.
O teu polegar roça-me no rosto enquanto reflectimos nos olhares cúmplices… Fecho os olhos enquanto me beijas e te embriagas com o meu aroma. As minhas mãos percorrem-te o corpo e afagam-te a pele suave…  apertas-me a cintura contra a tua e nessa investida sinto o teu corpo por inteiro, duro, viril, louco pelo desejo de me provar.
As tuas palavras ficam suspensas no ar travadas pelo meu indicador que te atravessa os lábios com um “shiuu” para que sintas o meu palpitar… atravessas-me num momento em que ficamos um só na dança ritmada dos nossos corações.
…. No último gole deste vinho, o culminar do prazer.
Dois corpos molhados, suados, cansados, repousam nos braços um do outro sem que uma palavra os perturbe e o momento possa ser saboreado até á ultima gota.
….
Ao Amor, pois só ele é real!
 
Cheers
 
Escrito por Isa...
05.12.08
Acessos do Espírito
Retrocessos da Alma.
 

 

 




Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
Na Tua Mão!

 

 

Pé ante pé, deslizava com leveza na certeza de ser quem é.
Jeitos e trejeitos despertavam em si uma raridade de sentimentos, atitudes impetuosas e desejos arrebatadores. O seu olhar não fala, grita! A sua voz não ressoa, geme! E em todo o seu corpo um cheiro enfeitiçado quase infrangível, penetrando sem licença toda a sua existência.
Pára! Implora-lhe o espírito.
Fica! Suspira a Alma.
No impasse fica o vazio, embora a mente estivesse completamente preenchida de alucinações, pretensões, imagens e ideais.
Para quê resistir quando se pode regozijar?
Para quê viver, quando se pode morrer sem se matar?
Para quê sonhar, quando se pode dormir sem ter de acordar?
Para quê ser tua, se me podes ter sem nunca me dar?
Para que seres meu, se te posso ter sem nunca me pedires?
Olha-me sem ver quem sou… toca sem me sentir!
Liberta-me! Para que possa vir pousar sobre a tua mão uma e outra vez.
Desperta-me! Para que sinta por ti a ânsia de voltar. E se com tudo isso ainda não me amares, então, mata-me dentro de ti, destrói-me com as tuas lágrimas, agoniza-me com a tua dor! Faz de mim a tua forja, a tua encenação e o teu rumorejar.
Leva na tua pele o meu perfume, na tua alma o meu queixume e na tua memoria o meu olhar.
Na tua mão só fico se me deixares pousar!
 
Escrito por:
Isa
20.06.08

 

 




Domingo, 11 de Maio de 2008
Antes que a Noite seja Dia...

 

 

As escadas que agora subia, haviam se transformado numa escalada tão dura como o peso e a dormência quase insuportável de que me havia tornado vitima.
A cabeça, essa, flutuava e fervilhava como nunca, embora os restantes membros não correspondessem em momento algum ao seu chamado.
Ali estava eu. Carregada por aquele para quem me havia sabido guardar mediante tais esforços de grande resistência ao mais natural dos chamamentos da tão perfeita natureza.
(Não, apenas para salvaguardar o estatuto de donzela e porque assim o tinha de ser mas, também porque sabia que este era sem duvida o seu maior trunfo para uma jogada de “mestre”.)
Agora sim, podia respirar de alivio pois aquele em quem me apoiava era e até que a morte nos separasse para sempre o meu eterno e fiel marido. (Pois assim o tinham jurado perante todas as testemunhas presentes e omnipresente sob o tecto celestial daquela capela).
Chegara a tão esperada noite. Havia sonhado centenas de vezes com o acontecimento, imaginando como seria e depositando naqueles pensamentos expectativas e prognósticos bem floridos e cheios de romantismos dignos daqueles contos que lia às escondidas trazidos pelo Sr. Custódio da Dona Margarida tal como contrabando lá das bandas da capital.
Nos últimos dias que antecederam ao sagrado sacramento do matrimónio não ocupava o tempo com outros afazeres que não tivessem a ver com as ultimas provas do vestido mandado fazer a preceito pela modista encomendada propositadamente pela ocasião e horas em frente ao espelho a mirar como se nunca o tivesse feito, o corpo que daria em proveito ao homem que escolhera pelo coração (apesar de muitos julgarem ser por conveniência tal como a grande maioria como se fosse uma condição). E era! Ou não tivesse sido tão difícil levar este namoro para a frente e ganhar o consentimento dos envolvidos.
Agora, nesta dormência de cansaço e o efeito nunca antes experimentado dos infindáveis brindes, sinto não estar à altura da tão esperada e sonhada noite. Lourenço, olha para mim com ternura e desejo, sinto nos braços dele os músculos a contraírem-se tal como olhos… Abre a porta do quarto e deposita-me no leito preparado a preceito com os lençóis de linho brancos bordados à mão para que não restassem sombras de dúvida quanto à minha pureza.   
O tecto parece girar á volta da minha cabeça e em cada vez que fecho os olhos é a vez da cabeça girar… Sinto perto do meu rosto o calor da respiração de Lourenço. Os seus lábios quentes e húmidos tocam nos meus, saboreando o meu paladar. Sinto a sua língua penetrar na minha boca explorando cada centímetro ao encontro da minha. As suas mãos percorrem-me o vestido esfregando o tecido leve e suave contra a minha pele deixando passar o calor que emana. Sentia dentro de mim um elevador de sensações que me faziam sentir uma Mulher como nunca antes me sentira. Por outro lado o medo e a timidez invadira-me a alma deixando um peso na consciência. “Que diriam as pessoas se me vissem agora comportando-me como uma daquelas Mulheres lá da Casa da D. Esmeralda.” A cabeça pesava agora demasiado para sustentar contradições, pensamentos e juízos de valor.
Sentia o corpo a ceder e a obedecer ao prazer que estava a sentir nas mãos daquele que desejava desde o primeiro olhar.
As minhas mãos pareciam agora ganhar vontade própria e sem que tivesse tempo de pensar, começaram a explorar cada centímetro de pele a descoberto.
Lourenço tirava agora a camisa a toda a velocidade e a minha boca depositava beijos pequenos e molhados em redor dos seus mamilos… Leves mordidas faziam-no gemer.
 Como era bom ouvir os seus gemidos e sentir aquele homem sempre serio, correcto e dominante, agora à minha mercê. E pouco a pouco a sua pele era para mim como água para a minha sede e, os seus gemidos cada vez mais acentuados. Abaixo do seu ventre havia algo que nunca estivera tão perto da minha face. Senti a sua dureza ao passar com o queixo e o desejo fazia agora com que algo quente e húmido escorresse de mim. O bater do coração palpitava entre as minhas mãos naquele membro tão duro e tão misterioso para mim. Descobria-o nas pontas dos dedos sentindo a sua pele tão macia que fazia lembrar seda… logo tive vontade de o provar. Abri a boca e suguei-o com desejo. A minha língua enrolava-se á sua volta sentindo o palpitar ainda mais forte e crescente. Lourenço agora já não só gemia, como também se contorcia de prazer… Sussurrava palavras sem nexo e repetia o meu nome vezes sem conta.
Num súbito despertar era agora Lourenço que me agarrava com força e me olhava com os olhos loucos de prazer despindo-me o vestido branco que me cobria ainda a maior parte da pela morena, fresca e sedosa, ansiosa e eriçada de prazer. A minha nudez, deixou-o perplexo durante alguns minutos nos quais apenas se limitou a contemplar tocando ao de leve de quando em vez para se certificar do que os seus olhos lhe transmitiam. Os mamilos espetavam-se na sua direcção na ânsia de serem tocados, molhados e sugados. Pareciam crescer nas suas mãos.
De olhos fechados, senti a sua língua quente descer até ao ventre ficando num impasse circundante á volta do umbigo e continuando a descer até onde o meu desejo parecia querer explodir a qualquer hora tal qual um vulcão ameaçando já por varias vezes com um suco quente e húmido a escorrer. Senti a sua língua a penetrar saboreando o meu prazer. Era eu quem estava agora nas suas mãos e o meu corpo vibrava e palpitava com arrepios implorando para que me fizesse sentir o seu tesão dentro de mim.
Olhei-o nos olhos e pedi-lhe ao mesmo tempo que lhe implorava misericórdia.
Vi o seu membro grande e duro a apontar na minha direcção e desaparecer dentro de mim. Uma onda de calor atravessou todo o meu corpo e a pequena dor transformou-se em prazer.
Era um culminar e um reiniciar em cada investida, como se aquela fosse a última e a primeira para surpresa da próxima! Os corpos ritmavam ao som dos gemidos e as bocas eram caladas por beijos apaixonados e ousados como nunca antes experimentado.
Lourenço repetia agora loucamente o meu nome e os seus olhos reviravam de prazer. Numa das investidas senti um jorro quente dentro de mim que me encheu até às entranhas de prazer.
A pouco e pouco ia-se recuperando o fôlego e os pensamentos voltando para dentro de mim, como se tivessem ficado suspensos desde o inicio até ao fim, esperando ordeiramente para voltarem. 
Lourenço repousava a sua cabeça entre o meu peito enquanto eu lhe afagava o cabelo denso e forte entre os meus dedos.
Entre as minhas pernas escorria a sua virilidade depositada momentos antes e vinha-se juntar aos nossos corpos suados.
Amo-te! (sussurrei)
Estava feliz e aliviada por todos os fantasmas terem levantado voo depois da minha entrega.
Lourenço levantou a cabeça e encarou-me nos olhos:
Nunca tinha sido tão feliz na vida, minha Amada.
Naquela noite a luz da madrugada ofuscou a luz do sol e o amanhecer não rompera sem eu ter de o provar mais uma vez…

 

Escrito por:

Isa

11.05.08

 




Domingo, 13 de Abril de 2008
NA TUA PELE...

… as palavras cruzaram-se muito antes dos olhares e neles reconheceste-me o brilho que te encantou e que te fez vibrar apenas no 1º olhar.

Abriste as portas do teu coração e deixaste-me levar-te ao sabor do tempo que teimava em não parar sempre que estavas perto de mim.

Levei-te na minha fantasia e prendi-te na minha utopia, fiz-te refém do meu cheiro e escravo do meu sabor, encontraste o conforto na minha pele macia em que tocavas e no meu desejo o teu Amor.

Deixei que me Amasses com a alma e em troca sentiste na tua pele o sabor da paixão, da entrega e da tranquilidade.

Sentiste na tua pela a sede saciada, a loucura curada e a entrega arrebatada.

Sentiste na tua pele o cravejar da paixão inscrita com as palavras do amargo sabor do Adeus e nela permanecerá a dor lancinante e aguda que suportaste penas por te Amar.

Escrito por:

Isa

Textos de gaveta.




Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
O Outono vai chegar...

 

Cai a folha seca e cansada em fim de época passada. Já não balança nem dança em seu ramo emprestado que fica pregado, imóvel, desocupado e vazio entre uma visita ou outra de umas asas cansadas.

Desprende do ramo para planar, voar e ser levada pelo vento… umas vezes cai ali mesmo e morre ao lado de tantas outras suas vizinhas aos pés daquele que foi o seu baloiço, outras, a viagem leva-as até outras paragens, mas nenhuma com um final diferente… Cobrem a paisagem em tons de castanho anunciando aquela estação. Abrem as portas do Outono em fim do Verão.

Solta-se o aroma da terra meia molhada das primeiras gotas do orvalho, desamarra-se o vento que sopra ligeiro e salpica de cores ao acaso pela paisagem que emerge nesta estação.

No ramo que fica, poisa uma borboleta colorida como um vestígio do verão. Das suas asas pode sentir-se ainda o calor dos raios de sol que apanhou e, da brisa que por ela passa, pode ainda sentir-se o cheiro do jardim em flor por onde permaneceu durante o Verão.

Sei que irá partir e que em outros ramos irá poisar, deixando a todos que por ela passarem a fragrância da brisa fresca e a alegria das cores destoando o acastanhado agora pintalgado pelo fim da Estação.

Vai borboleta vai… e leva a todos o que de melhor há em ti!

A todos, um óptimo Outono e um feliz fim do Verão.

Escrito por:

Isa

19-Set-2007

 


música: The Best of Sade


Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006
De Volta com as Asinhas a Brilhar!

Aos que me consideravam ida e nunca mais regressada, aos que me julgavam esquecida e jamais relembrada e aos que me acusavam de preguiçosa ou menos inspirada, eis que regresso de um longo e pleno voo de Asinhas a brilhar.

Volto para de onde parti, mas não volto por voltar, nem porque não quis no outro lugar ficar. Volto para onde me pertence ficar, volto á minha forma e ao meu lugar, mas desta vez, não volto sozinha… Volto sim, de asinhas a brilhar!

No meu bloco de notas, sem linhas e com letras tortas trago apontamentos que fazem falta para lembrar. Trago todas as paginas rabiscadas cheias de histórias engraçadas, aventuras arriscadas e contos de encantar.

Não pensem que voltei apenas com um bloco de notas cheio numa mão e a outra a abanar… Trouxe também a Esperança, Paz, Harmonia e Amor que bastem para mais um ano comportar.

Trouxe também um bloco de notas por escrever, pois a minha história não termina aqui e outros voos se estão a aproximar.

Fiquem em Paz que eu prometo sempre aqui voltar, e comigo trazer as Asinhas a Brilhar!

 

Escrito por:

Isa

27-12-06


sinto-me:


Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006
Eu Vou...

Onde o vento me levar. Desprendo as asas e solto-me das amarras terrestres que me prendem ao teu chão e deixo-me levar pelo vento até onde deixar de soprar. Fecho os olhos num acto de confiança, na esperança que a aterragem seja branda e o destino o meu novo porto de abrigo.

No teu sopro encontro a viragem de uma página solta e em branco onde as palavras não ditaram uma história, sem manchas de uma lágrima ou cheiro de qualquer perfume.

De frente para a página em branco, oiço cair as primeiras chuvas como gotas de pedra sobre cristal, um eco perdido nos meus ouvidos, um tilintar que me desassossega e me inquieta a alma louca por preencher o vazio de uma simples página em branco.

O vento soprou e arrancou-me das mãos o vazio que segurava… No seu rasto ficou o tilintar das gotas de chuva no mesmo compasso como se não tivesse havido quem lhes o desacertasse. Neste instante mágico, entre uma gota e outra, ouvi o seu chamamento… uma oportunidade única de preencher aquele vazio e procurar a minha historia.

Desprendi-me das amarras e subi com o vento como uma folha de papel em branco e vazia pronta a encher de palavras a sua Alma.

Sim, eu vou até onde me levares!

 

Escrito por:

Isa

25-09-06

De volta com o frio! J

 


música: Wisemen


Sábado, 5 de Agosto de 2006
Anjo Dourado

Sopro nas asas do vento palavras de Amor e espero na sua volta resposta, mas apenas oiço o meu eco.

Ergo os olhos na esperança e baixo um olhar resignado á sua própria sorte… Sinto que algo de maior está guardado lá na última nuvem, desespero por não saber o caminho até lá!

Aguardo por ti meu Anjo Dourado, para que as tuas asas me guiem nesse Teu caminho da Felicidade e para que me abrigues na protecção da tua Luz.

Neste Universo em que vivo, cheio de magia, também existem os Ogres e Bruxas Más. Por vezes oiço suas vozes, mas não lhes alcanço o rosto, por outras, conheço-lhes o rosto mas não lhes oiço a voz. São gritos mudos que ecoam na Alma para sempre como uma tatuagem.

Por agora, embarco no som melodioso que o silêncio da noite me oferece e espreguiço as minhas asas na aurora de cada dia para que o sol me aqueça o coração enquanto o Amor não chega.

 

Escrito por:

Isa

O ultimo texto antes de ir de férias.

Boas férias para quem estiver tb.

Beijos e abraços a todos

Até breve

 


sinto-me:


Segunda-feira, 10 de Julho de 2006
As Cores do meu Universo.

Lá fora, os seres mais madrugadores já dão sinais de um novo dia, acordam-nos os sentidos para uma nova aurora pincelada pelos braços que o Sol esticou preguiçosamente… As cores amalgamam-se artisticamente como a melhor peça de arte alguma vez exposta pela natureza e os cheiros intensificam-se á medida que a ultima gota de orvalho chorada pela noite é sugada pelo ar sedento por mais um dia.

 

Enquanto contemplo em primeira fila tão privilegiado cenário, estendo lentamente as asas que se desdobram graciosamente num movimento quase tão sensual como o ritual milenar entre a Lua e o Sol. Exponho o meu corpo para que me possas vir beijar ao de leve com os teus raios aquecidos e na face contemplo a brisa que te acompanha de mãos dadas apenas para quem fecha os olhos para a receber.

 Respiro fundo, tão fundo, como se quisesse sugar para dentro de mim todas as cores deste “Universo” que me cercam como uma bruma cerrada em noite de segredos.

Segredo-te ao ouvido uma confidência de borboleta na esperança de que a partilha me torne mais leve… Sorris-me com o teu encanto cúmplice de quem pisca o olho e, eu retribuo-te com um gesto atrevido e seguro de menina apaixonada.

 

Mergulho no silêncio das cores e dou por mim a pedir ao Universo para que a aurora desperte sempre assim em mim…!

 

Escrito por:

Isa

10-07-06

 


sinto-me: nas nuvens ;)


Sexta-feira, 23 de Junho de 2006
Visita Nocturna.

Olho-te no fundo dos olhos em busca da tua essência, algo em ti que tenha sido imutável ao longo de todas estas vidas e que me confirme definitivamente a certeza de que as imagens e as palavras gravadas na minha Alma não são fruto de uma imaginação.

Viajo no teu olhar perdido em busca da minha silhueta que deambula pela tua noite escura e descolo os pés firmes da terra numa leveza insustentável pairando sobre ti como um anjo invisível velando pela tua alma.

Sinto a tua luz e o cheiro a Amor que exala da tua pele, espreito-te enquanto pintas as tuas frases na tela do tempo com cores da eternidade e experimento a brisa do vento que te afaga os cabelos e que me trespassa as asas trazendo com ele o teu cheiro.

Só tu me sentes pois a minha Alma denuncia-me querendo a todo custo se juntar à tua. Ergues a cabeça contemplando o brilho da lua, desejando dentro de ti avistar a minha silhueta recortando o seu contorno…dentro do teu suspiro, um beijo que soltas na tentativa de me encontrar os lábios escondidos algures muito perto de ti… muito mais perto do que possas imaginar.

 

Escrito por:

Isa

23/06/06

 


sinto-me:
música: a Tua...


Quarta-feira, 21 de Junho de 2006
Mais do que um Sonho!

Perdida entre sonhos tal qual uma menina no meio da floresta vislumbrando os raios de sol mais atrevidos e vencedores por trespassarem a densa vegetação, caminhando sobre pedras, alimentando-me do que a natureza me podia dar e vivendo cada perigo que a noite trazia na sua escuridão.

Caminhando em busca de sonhos, tirando bilhetes para sonhar, pedindo desculpas pelas utopias e fantasiando cada minuto do meu tempo em busca do que a Alma sempre desejou … voltar a juntar-se ao que o tempo outrora separou, fundir-se novamente numa só e com ela partilhar histórias milenares, lições aprendidas numa evolução ascendente.

Os sonhos foram feitos para sonhar e a vida para ser vivida em busca desses sonhos. Hoje, mais do que em qualquer outro dia, sei que o meu sonho foi alcançado e que o desejo da minha Alma saciado, pois encontrei-te no cenário da floresta perdida e percebi que a noite apenas caía para me abraçar trazendo-te na brisa que me afagava os cabelos e me beijava a pele quando o medo me fazia arrepiar.

Encheste-me a alma de palavras doces que há tanto ansiava por ouvir, depositaste na minha pele as gotas do teu perfume que por vezes já o julgava sentir e na minha boca deixaste o teu sabor percorrer-me as entranhas como um elixir.

Dentro da tua Alma repousarei até a eternidade, dia e noite, escurecendo e clareando ao teu lado… porque assim quisemos e porque assim estava destinado.

 

Escrito por:

Isa

20/06/06

 

 


música: Silencio


Segunda-feira, 19 de Junho de 2006
Amanhecer sem ti…

A tua boca estremece ao encontrar a minha na escuridão e eu reconheço-te mesmo antes de me chegares aos pés na cama onde me deito e te espero sempre que a noite cai.

A tua respiração percorre-me cada milímetro de pele que se arrepia à tua passagem e te deseja querendo te atrair qual poder de sucção levando-te para dentro de mim.

Os teus olhos reluzem como os de um menino em noite de Natal e os meus ao encontrarem os teus enchem-se de um misto de ternura e sensualidade.

Os nossos corpos encontram-se numa dança ritmada de Amor e Paixão que as estrelas presenciam num silêncio cúmplice que apenas a noite nos pode oferecer.

Adormecidos pelo embalo das nossas palavras, os nossos corpos repousam de mãos dadas até que o sol nos beije com os seus primeiros raios num momento em que desapareces tal como a noite te trouxe.

Escrito por:

Isa

19/06/06

 


música: a das tuas palavras...


Sábado, 17 de Junho de 2006
Sonha Comigo!

Deixa que a noite se abata sobre nós e que a luz das estrelas sejam as únicas a banhar-nos os corpos nus deitados e inertes esperando a visita mútua das nossas almas.

Espera por mim, espera pelas minhas palavras impregnadas de saudade e de sentimento.

Fecha os teus olhos e vem comigo! Ancora-te em minhas asas e deixa-me levar-te a sentir com a minha pele a brisa da tua noite… da noite em que te entregas ao que o tempo havia escrito.

Sonha comigo, porque eu estarei sempre ao teu lado, sempre que a noite chegar.

Procura-me! Procura-me nos teus sonhos e lá, vais me encontrar.

Na tua alma repousarei, da tua pele beberei e da tua boca me alimentarei para que a força não se esgote e para que as noites façam o nosso dia.

Sonha comigo, que eu sonho contigo.

Escrito por:

Isa

17/06/06




Quinta-feira, 15 de Junho de 2006
Ao Teu Lado...

Na noite em que o teu olhar perdido fitava distraidamente a chuva que caía lá fora, eu descansava as asas molhadas no parapeito da tua janela… tu não me viste, pois não me imaginavas tão perto de ti e os teus olhos apenas desejavam alcançar o mais longe possível na ânsia de ainda me veres partir… a tua Alma lutava para se desunir do teu corpo na ansiedade de ainda me abraçar e trazer-me para perto de ti em palavras, em sons ou em toques nunca antes sentidos.

Fiquei ali olhando-te toda a noite durante toda a tempestade que te iluminava o rosto e o teu corpo que sempre soube conhecer. Li-te nos olhos todas as palavras sentidas que me escreveste e na tua pele estava gravada a saudade do toque das minhas palavras.

Estava cansada e demasiadamente molhada para voar ou enviar-te um sinal da minha presença, por isso decidi esperar pela bonança, por um raio ténue de sol da manhã e com ele aquecer as asas e recuperar a força inerente a uma borboleta com alma de Mulher.

Tive medo de te perder, mas agora sei que jamais te perderei, jamais te esquecerei nesta vida e em outras que estarão ainda por viver… Encontrei-te em forma de palavras numa noite que o Universo quis que anoitecesse somente para nós e em forma de palavras me entregarei e te darei a minha Alma de beber sempre que estiveres sedento de mim.

Escrito por:

Isa

15/06/06


música: Angels (Within Temptation)


Terça-feira, 13 de Junho de 2006
VOU...

… Fugir desta corrente de sentimentos que me arrastam…que me fustigam e me assombram. Vou desistir deste jogo perigoso de apalpar no escuro palavras que não se ouvem, toques que não se sentem e olhares que não se encontram.

A noite agora cai sem que eu adormeça debruçada em tuas palavras. Sem que eu adormeça simplesmente… apenas dormito para que os meus olhos descansem, mas que a Alma não saia de mim em busca dos sentimentos e das lembranças que não se cansa de me trazer.

Escrito por:

Isa

13 Junho de 2006

 


sinto-me:
música: Nenhuma


Quinta-feira, 8 de Junho de 2006
A Porta do Tempo

Saio pela calada da noite e mergulho no silêncio cúmplice da escuridão.

Dentro de mim uma luz ilumina o caminho e assume o comando da nossa direcção rumo ao Mundo Universal. Atravesso a “Porta do Tempo” e lá estás tu a atrair-me como um íman atrai o metal. De todas as luzes, tu és aquela que mais brilha… Vou ao teu encontro, olho-te nos olhos e assim ficamos sem pronunciar uma única palavra, pois as palavras não seriam suficientes para descrever o indescritível.

Apodera-se de mim uma onda de conforto e Harmonia, Paz e Amor como há muito não experimentava. Sinto que conheço em ti cada gesto, cada olhar, cada palavra como se fossemos um só, como se as tuas palavras completassem as minhas. Sinto que me tocas, como se conhecesse o teu toque e o meu corpo estremece apenas por imaginar. A brisa da noite traz-me o teu perfume e com ele adormeço envolta num sonho do qual não quero acordar.

Todas as noites mergulho no silêncio cúmplice da escuridão e a luz que reside em mim, ausenta-se para te encontrar para lá das “Portas do Tempo”.

 

Escrito por:

Isa “ a caminho da felicidade”

08-06-04

 


música: Ao som de vários temas… o ultimo “Slipping Away” Moby


Segunda-feira, 29 de Maio de 2006
A Bandeira Mais Bela do Mundo!

O dia prometia ser bem passado, mais que não fosse pela companhia exclusiva de mulheres, o que para mim é extremamente raro uma vez que me faço acompanhar na maioria das vezes por homens, ou não tivesse eu 3 irmãos, 1 melhor amigo e 2 segundos bons amigos. A verdade é que me dou bem melhor com a espécie oposta á minha e a teoria subsiste pelo facto de já ter comprovado que os homens são mais leais como amigos do que as próprias mulheres, contudo, tenho a sorte (e exigente como sou no que diz respeito á lealdade) de ter-me feito acompanhar por duas excelentes e grandes Mulheres.

Apetrechadas do essencial para um dia no estádio, (e nestas coisas as mulheres são muito mais organizadas do que os homens) lá fomos nós de mochila ás costas e no peito um coração com as cores da bandeira nacional. O objectivo principal da “romaria” era fazer parte da construção da “Mais Bela Bandeira do Mundo”, mas esse objectivo começou por deixar de ser um alvo a atingir a partir do momento em que nos fomos dando conta de que afinal a bandeira não era NACIONAL, mas sim ALENTEJANA! Não, não estejam a pensar que vos falo das mulheres, por nós, em menos de um piscar de olhos e aquela bandeira tinha surgido do nada, falo sim dos homens que provavelmente faziam parte da organização e que levaram nada mais do que três horas e meia para concluírem a construção de uma bandeira humana de espécie feminina.

Fico a imaginar na resistência evidenciada daquelas primeiras mulheres que deram entrada em campo e que resistiram brilhantemente até á ultima nota musical do hino nacional.

Foi com muita pena minha, ou talvez por falta de coragem, que não tenha ido para a multidão de mulheres que se atropelavam numa desorganizada fila que mais parecia um caudal do rio para figurar como um “pixel” na gigantesca foto do Guiness, no entanto, faço questão de aqui deixar um mega hiper beijo para todas as que vestiram a camisola e sujeitaram-se ás horas de calor sobre as próprias pernas.

Aproveito ainda para lançar um desafio para a próxima construção da bandeira Portuguesa no Ano 2008 para o Europeu com a particularidade de ser constituída apenas por HOMENS.

Chamemos-lhe: “ A Mais Perfeita Bandeira da Europa”

Depois deste dia, não tenho duvidas sobre qual bandeira quero fazer parte e apoiar.

 

Beijinhos e abraços

Isa

 


sinto-me:


Quarta-feira, 17 de Maio de 2006
A Porta da Gaiola Abriu...

 

O tom do Silencio mudara.

O silêncio com que acordei esta manhã era diferente daquele silêncio material que teria podido identificar de olhos vendados entre outros silêncios do mundo.

Algo me inquietava naquele silêncio e me transportava para uma outra dimensão sem haver necessidade de um movimento.

Deixei-me levar pelo mistério fantasmagórico do “mutismo” e libertei a Alma da “gaiola” onde a armazenava simultaneamente com outros pertences inerentes.

Recordações, medos, angustias, alegrias, tristezas, amores e desamores, todos saíram de forma ordenada flutuando em direcção ascendente onde tudo havia começado.

O ar enchera-se de cores translúcidas e as formas deformavam-se e voltavam-se a formar como nuvens. Tentei naquele silêncio adivinhar as figuras mais atípicas que as cores iam ganhando, mas rapidamente a minha atenção foi desviada pelo arrepio que a pele denunciou.

O Ar havia se tornado gélido e á medida que a pele se ia habituando a este novo “clima”, a sensação de harmonia ia atingindo um estágio nunca antes experimentado.

A deliciosa irrealidade do acontecimento descrita em palavras de vento para que os quatro cantos do Mundo ecoem este silêncio tão diferente que me fez despertar esta manhã numa sensação de liberdade arrepiantemente agradável.

A porta da “gaiola” abriu e eu estou a preparar-me para voar…

 

Escrito por:

Isa

17/05/06

 

 


música: Nik Phelps


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