Hoje nasci outra vez… Ainda não eram 09h da manhã e já estava em trabalho de parto doloroso e prematuro. Ainda mal abrira os olhos e já trazia o cordão umbilical ao pescoço (mas como diz o meu irmão mais velho: “uma corda ao pescoço aleija, por isso é melhor colocá-la no tornozelo”) e, nasci!
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Isa
11.05.08
… as palavras cruzaram-se muito antes dos olhares e neles reconheceste-me o brilho que te encantou e que te fez vibrar apenas no 1º olhar.
Abriste as portas do teu coração e deixaste-me levar-te ao sabor do tempo que teimava em não parar sempre que estavas perto de mim.
Levei-te na minha fantasia e prendi-te na minha utopia, fiz-te refém do meu cheiro e escravo do meu sabor, encontraste o conforto na minha pele macia em que tocavas e no meu desejo o teu Amor.
Deixei que me Amasses com a alma e em troca sentiste na tua pele o sabor da paixão, da entrega e da tranquilidade.
Sentiste na tua pela a sede saciada, a loucura curada e a entrega arrebatada.
Sentiste na tua pele o cravejar da paixão inscrita com as palavras do amargo sabor do Adeus e nela permanecerá a dor lancinante e aguda que suportaste penas por te Amar.
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Isa
Textos de gaveta.
Cai a folha seca e cansada em fim de época passada. Já não balança nem dança em seu ramo emprestado que fica pregado, imóvel, desocupado e vazio entre uma visita ou outra de umas asas cansadas.
Desprende do ramo para planar, voar e ser levada pelo vento… umas vezes cai ali mesmo e morre ao lado de tantas outras suas vizinhas aos pés daquele que foi o seu baloiço, outras, a viagem leva-as até outras paragens, mas nenhuma com um final diferente… Cobrem a paisagem em tons de castanho anunciando aquela estação. Abrem as portas do Outono em fim do Verão.
Solta-se o aroma da terra meia molhada das primeiras gotas do orvalho, desamarra-se o vento que sopra ligeiro e salpica de cores ao acaso pela paisagem que emerge nesta estação.
No ramo que fica, poisa uma borboleta colorida como um vestígio do verão. Das suas asas pode sentir-se ainda o calor dos raios de sol que apanhou e, da brisa que por ela passa, pode ainda sentir-se o cheiro do jardim em flor por onde permaneceu durante o Verão.
Sei que irá partir e que em outros ramos irá poisar, deixando a todos que por ela passarem a fragrância da brisa fresca e a alegria das cores destoando o acastanhado agora pintalgado pelo fim da Estação.
Vai borboleta vai… e leva a todos o que de melhor há em ti!
A todos, um óptimo Outono e um feliz fim do Verão.
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Isa
19-Set-2007
Aos que me consideravam ida e nunca mais regressada, aos que me julgavam esquecida e jamais relembrada e aos que me acusavam de preguiçosa ou menos inspirada, eis que regresso de um longo e pleno voo de Asinhas a brilhar.
Volto para de onde parti, mas não volto por voltar, nem porque não quis no outro lugar ficar. Volto para onde me pertence ficar, volto á minha forma e ao meu lugar, mas desta vez, não volto sozinha… Volto sim, de asinhas a brilhar!
No meu bloco de notas, sem linhas e com letras tortas trago apontamentos que fazem falta para lembrar. Trago todas as paginas rabiscadas cheias de histórias engraçadas, aventuras arriscadas e contos de encantar.
Não pensem que voltei apenas com um bloco de notas cheio numa mão e a outra a abanar… Trouxe também a Esperança, Paz, Harmonia e Amor que bastem para mais um ano comportar.
Trouxe também um bloco de notas por escrever, pois a minha história não termina aqui e outros voos se estão a aproximar.
Fiquem em Paz que eu prometo sempre aqui voltar, e comigo trazer as Asinhas a Brilhar!
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Isa
27-12-06
Onde o vento me levar. Desprendo as asas e solto-me das amarras terrestres que me prendem ao teu chão e deixo-me levar pelo vento até onde deixar de soprar. Fecho os olhos num acto de confiança, na esperança que a aterragem seja branda e o destino o meu novo porto de abrigo.
No teu sopro encontro a viragem de uma página solta e em branco onde as palavras não ditaram uma história, sem manchas de uma lágrima ou cheiro de qualquer perfume.
De frente para a página em branco, oiço cair as primeiras chuvas como gotas de pedra sobre cristal, um eco perdido nos meus ouvidos, um tilintar que me desassossega e me inquieta a alma louca por preencher o vazio de uma simples página em branco.
O vento soprou e arrancou-me das mãos o vazio que segurava… No seu rasto ficou o tilintar das gotas de chuva no mesmo compasso como se não tivesse havido quem lhes o desacertasse. Neste instante mágico, entre uma gota e outra, ouvi o seu chamamento… uma oportunidade única de preencher aquele vazio e procurar a minha historia.
Desprendi-me das amarras e subi com o vento como uma folha de papel em branco e vazia pronta a encher de palavras a sua Alma.
Sim, eu vou até onde me levares!
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Isa
25-09-06
De volta com o frio! J
Sopro nas asas do vento palavras de Amor e espero na sua volta resposta, mas apenas oiço o meu eco.
Ergo os olhos na esperança e baixo um olhar resignado á sua própria sorte… Sinto que algo de maior está guardado lá na última nuvem, desespero por não saber o caminho até lá!
Aguardo por ti meu Anjo Dourado, para que as tuas asas me guiem nesse Teu caminho da Felicidade e para que me abrigues na protecção da tua Luz.
Neste Universo em que vivo, cheio de magia, também existem os Ogres e Bruxas Más. Por vezes oiço suas vozes, mas não lhes alcanço o rosto, por outras, conheço-lhes o rosto mas não lhes oiço a voz. São gritos mudos que ecoam na Alma para sempre como uma tatuagem.
Por agora, embarco no som melodioso que o silêncio da noite me oferece e espreguiço as minhas asas na aurora de cada dia para que o sol me aqueça o coração enquanto o Amor não chega.
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Isa
O ultimo texto antes de ir de férias.
Boas férias para quem estiver tb.
Beijos e abraços a todos
Até breve
Lá fora, os seres mais madrugadores já dão sinais de um novo dia, acordam-nos os sentidos para uma nova aurora pincelada pelos braços que o Sol esticou preguiçosamente… As cores amalgamam-se artisticamente como a melhor peça de arte alguma vez exposta pela natureza e os cheiros intensificam-se á medida que a ultima gota de orvalho chorada pela noite é sugada pelo ar sedento por mais um dia.
Enquanto contemplo em primeira fila tão privilegiado cenário, estendo lentamente as asas que se desdobram graciosamente num movimento quase tão sensual como o ritual milenar entre a Lua e o Sol. Exponho o meu corpo para que me possas vir beijar ao de leve com os teus raios aquecidos e na face contemplo a brisa que te acompanha de mãos dadas apenas para quem fecha os olhos para a receber.
Respiro fundo, tão fundo, como se quisesse sugar para dentro de mim todas as cores deste “Universo” que me cercam como uma bruma cerrada em noite de segredos.
Segredo-te ao ouvido uma confidência de borboleta na esperança de que a partilha me torne mais leve… Sorris-me com o teu encanto cúmplice de quem pisca o olho e, eu retribuo-te com um gesto atrevido e seguro de menina apaixonada.
Mergulho no silêncio das cores e dou por mim a pedir ao Universo para que a aurora desperte sempre assim em mim…!
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Isa
10-07-06
Olho-te no fundo dos olhos em busca da tua essência, algo em ti que tenha sido imutável ao longo de todas estas vidas e que me confirme definitivamente a certeza de que as imagens e as palavras gravadas na minha Alma não são fruto de uma imaginação.
Viajo no teu olhar perdido em busca da minha silhueta que deambula pela tua noite escura e descolo os pés firmes da terra numa leveza insustentável pairando sobre ti como um anjo invisível velando pela tua alma.
Sinto a tua luz e o cheiro a Amor que exala da tua pele, espreito-te enquanto pintas as tuas frases na tela do tempo com cores da eternidade e experimento a brisa do vento que te afaga os cabelos e que me trespassa as asas trazendo com ele o teu cheiro.
Só tu me sentes pois a minha Alma denuncia-me querendo a todo custo se juntar à tua. Ergues a cabeça contemplando o brilho da lua, desejando dentro de ti avistar a minha silhueta recortando o seu contorno…dentro do teu suspiro, um beijo que soltas na tentativa de me encontrar os lábios escondidos algures muito perto de ti… muito mais perto do que possas imaginar.
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Isa
23/06/06
Perdida entre sonhos tal qual uma menina no meio da floresta vislumbrando os raios de sol mais atrevidos e vencedores por trespassarem a densa vegetação, caminhando sobre pedras, alimentando-me do que a natureza me podia dar e vivendo cada perigo que a noite trazia na sua escuridão.
Caminhando em busca de sonhos, tirando bilhetes para sonhar, pedindo desculpas pelas utopias e fantasiando cada minuto do meu tempo em busca do que a Alma sempre desejou … voltar a juntar-se ao que o tempo outrora separou, fundir-se novamente numa só e com ela partilhar histórias milenares, lições aprendidas numa evolução ascendente.
Os sonhos foram feitos para sonhar e a vida para ser vivida em busca desses sonhos. Hoje, mais do que em qualquer outro dia, sei que o meu sonho foi alcançado e que o desejo da minha Alma saciado, pois encontrei-te no cenário da floresta perdida e percebi que a noite apenas caía para me abraçar trazendo-te na brisa que me afagava os cabelos e me beijava a pele quando o medo me fazia arrepiar.
Encheste-me a alma de palavras doces que há tanto ansiava por ouvir, depositaste na minha pele as gotas do teu perfume que por vezes já o julgava sentir e na minha boca deixaste o teu sabor percorrer-me as entranhas como um elixir.
Dentro da tua Alma repousarei até a eternidade, dia e noite, escurecendo e clareando ao teu lado… porque assim quisemos e porque assim estava destinado.
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Isa
20/06/06
A tua boca estremece ao encontrar a minha na escuridão e eu reconheço-te mesmo antes de me chegares aos pés na cama onde me deito e te espero sempre que a noite cai.
A tua respiração percorre-me cada milímetro de pele que se arrepia à tua passagem e te deseja querendo te atrair qual poder de sucção levando-te para dentro de mim.
Os teus olhos reluzem como os de um menino em noite de Natal e os meus ao encontrarem os teus enchem-se de um misto de ternura e sensualidade.
Os nossos corpos encontram-se numa dança ritmada de Amor e Paixão que as estrelas presenciam num silêncio cúmplice que apenas a noite nos pode oferecer.
Adormecidos pelo embalo das nossas palavras, os nossos corpos repousam de mãos dadas até que o sol nos beije com os seus primeiros raios num momento em que desapareces tal como a noite te trouxe.
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Isa
19/06/06
Deixa que a noite se abata sobre nós e que a luz das estrelas sejam as únicas a banhar-nos os corpos nus deitados e inertes esperando a visita mútua das nossas almas.
Espera por mim, espera pelas minhas palavras impregnadas de saudade e de sentimento.
Fecha os teus olhos e vem comigo! Ancora-te em minhas asas e deixa-me levar-te a sentir com a minha pele a brisa da tua noite… da noite em que te entregas ao que o tempo havia escrito.
Sonha comigo, porque eu estarei sempre ao teu lado, sempre que a noite chegar.
Procura-me! Procura-me nos teus sonhos e lá, vais me encontrar.
Na tua alma repousarei, da tua pele beberei e da tua boca me alimentarei para que a força não se esgote e para que as noites façam o nosso dia.
Sonha comigo, que eu sonho contigo.
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Isa
17/06/06
Na noite em que o teu olhar perdido fitava distraidamente a chuva que caía lá fora, eu descansava as asas molhadas no parapeito da tua janela… tu não me viste, pois não me imaginavas tão perto de ti e os teus olhos apenas desejavam alcançar o mais longe possível na ânsia de ainda me veres partir… a tua Alma lutava para se desunir do teu corpo na ansiedade de ainda me abraçar e trazer-me para perto de ti em palavras, em sons ou em toques nunca antes sentidos.
Fiquei ali olhando-te toda a noite durante toda a tempestade que te iluminava o rosto e o teu corpo que sempre soube conhecer. Li-te nos olhos todas as palavras sentidas que me escreveste e na tua pele estava gravada a saudade do toque das minhas palavras.
Estava cansada e demasiadamente molhada para voar ou enviar-te um sinal da minha presença, por isso decidi esperar pela bonança, por um raio ténue de sol da manhã e com ele aquecer as asas e recuperar a força inerente a uma borboleta com alma de Mulher.
Tive medo de te perder, mas agora sei que jamais te perderei, jamais te esquecerei nesta vida e em outras que estarão ainda por viver… Encontrei-te em forma de palavras numa noite que o Universo quis que anoitecesse somente para nós e em forma de palavras me entregarei e te darei a minha Alma de beber sempre que estiveres sedento de mim.
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Isa
15/06/06
… Fugir desta corrente de sentimentos que me arrastam…que me fustigam e me assombram. Vou desistir deste jogo perigoso de apalpar no escuro palavras que não se ouvem, toques que não se sentem e olhares que não se encontram.
A noite agora cai sem que eu adormeça debruçada em tuas palavras. Sem que eu adormeça simplesmente… apenas dormito para que os meus olhos descansem, mas que a Alma não saia de mim em busca dos sentimentos e das lembranças que não se cansa de me trazer.
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Isa
13 Junho de 2006
Saio pela calada da noite e mergulho no silêncio cúmplice da escuridão.
Dentro de mim uma luz ilumina o caminho e assume o comando da nossa direcção rumo ao Mundo Universal. Atravesso a “Porta do Tempo” e lá estás tu a atrair-me como um íman atrai o metal. De todas as luzes, tu és aquela que mais brilha… Vou ao teu encontro, olho-te nos olhos e assim ficamos sem pronunciar uma única palavra, pois as palavras não seriam suficientes para descrever o indescritível.
Apodera-se de mim uma onda de conforto e Harmonia, Paz e Amor como há muito não experimentava. Sinto que conheço em ti cada gesto, cada olhar, cada palavra como se fossemos um só, como se as tuas palavras completassem as minhas. Sinto que me tocas, como se conhecesse o teu toque e o meu corpo estremece apenas por imaginar. A brisa da noite traz-me o teu perfume e com ele adormeço envolta num sonho do qual não quero acordar.
Todas as noites mergulho no silêncio cúmplice da escuridão e a luz que reside em mim, ausenta-se para te encontrar para lá das “Portas do Tempo”.
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Isa “ a caminho da felicidade”
08-06-04
O dia prometia ser bem passado, mais que não fosse pela companhia exclusiva de mulheres, o que para mim é extremamente raro uma vez que me faço acompanhar na maioria das vezes por homens, ou não tivesse eu 3 irmãos, 1 melhor amigo e 2 segundos bons amigos. A verdade é que me dou bem melhor com a espécie oposta á minha e a teoria subsiste pelo facto de já ter comprovado que os homens são mais leais como amigos do que as próprias mulheres, contudo, tenho a sorte (e exigente como sou no que diz respeito á lealdade) de ter-me feito acompanhar por duas excelentes e grandes Mulheres.
Apetrechadas do essencial para um dia no estádio, (e nestas coisas as mulheres são muito mais organizadas do que os homens) lá fomos nós de mochila ás costas e no peito um coração com as cores da bandeira nacional. O objectivo principal da “romaria” era fazer parte da construção da “Mais Bela Bandeira do Mundo”, mas esse objectivo começou por deixar de ser um alvo a atingir a partir do momento em que nos fomos dando conta de que afinal a bandeira não era NACIONAL, mas sim ALENTEJANA! Não, não estejam a pensar que vos falo das mulheres, por nós, em menos de um piscar de olhos e aquela bandeira tinha surgido do nada, falo sim dos homens que provavelmente faziam parte da organização e que levaram nada mais do que três horas e meia para concluírem a construção de uma bandeira humana de espécie feminina.
Fico a imaginar na resistência evidenciada daquelas primeiras mulheres que deram entrada em campo e que resistiram brilhantemente até á ultima nota musical do hino nacional.
Foi com muita pena minha, ou talvez por falta de coragem, que não tenha ido para a multidão de mulheres que se atropelavam numa desorganizada fila que mais parecia um caudal do rio para figurar como um “pixel” na gigantesca foto do Guiness, no entanto, faço questão de aqui deixar um mega hiper beijo para todas as que vestiram a camisola e sujeitaram-se ás horas de calor sobre as próprias pernas.
Aproveito ainda para lançar um desafio para a próxima construção da bandeira Portuguesa no Ano 2008 para o Europeu com a particularidade de ser constituída apenas por HOMENS.
Chamemos-lhe: “ A Mais Perfeita Bandeira da Europa”
Depois deste dia, não tenho duvidas sobre qual bandeira quero fazer parte e apoiar.
Beijinhos e abraços
Isa
O tom do Silencio mudara.
O silêncio com que acordei esta manhã era diferente daquele silêncio material que teria podido identificar de olhos vendados entre outros silêncios do mundo.
Algo me inquietava naquele silêncio e me transportava para uma outra dimensão sem haver necessidade de um movimento.
Deixei-me levar pelo mistério fantasmagórico do “mutismo” e libertei a Alma da “gaiola” onde a armazenava simultaneamente com outros pertences inerentes.
Recordações, medos, angustias, alegrias, tristezas, amores e desamores, todos saíram de forma ordenada flutuando em direcção ascendente onde tudo havia começado.
O ar enchera-se de cores translúcidas e as formas deformavam-se e voltavam-se a formar como nuvens. Tentei naquele silêncio adivinhar as figuras mais atípicas que as cores iam ganhando, mas rapidamente a minha atenção foi desviada pelo arrepio que a pele denunciou.
O Ar havia se tornado gélido e á medida que a pele se ia habituando a este novo “clima”, a sensação de harmonia ia atingindo um estágio nunca antes experimentado.
A deliciosa irrealidade do acontecimento descrita em palavras de vento para que os quatro cantos do Mundo ecoem este silêncio tão diferente que me fez despertar esta manhã numa sensação de liberdade arrepiantemente agradável.
A porta da “gaiola” abriu e eu estou a preparar-me para voar…
Escrito por:
Isa
17/05/06
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